FRELIMO homenageia João Munguambe, figura histórica da luta de libertação – O País
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FRELIMO homenageia João Munguambe, figura histórica da luta de libertação – O País

A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) recordou João Munguambe como um dos nacionalistas que desempenharam um papel relevante na fundação e consolidação do movimento de libertação nacional, destacando o seu contributo para a luta contra o regime colonial português e para a construção do Estado moçambicano.

Munguambe participou na criação da FRELIMO, em 25 de Junho de 1962, e integrou o grupo de delegados ao primeiro Congresso do movimento, realizado entre 23 e 28 de Setembro do mesmo ano, em Dar es Salaam, na Tanzânia. O congresso marcou a formalização da FRELIMO como movimento unificado, na sequência da fusão de três organizações nacionalistas: UDENAMO, MANO e UNAMO.

Durante o primeiro Congresso, João Munguambe foi designado secretário de Segurança e Defesa, acumulando igualmente a função de secretário de Organização da FRELIMO.

Em 1963, recebeu a missão de representar a FRELIMO na Argélia, onde acompanhou o processo de formação e treinamento dos primeiros grupos de guerrilheiros do movimento que viriam a desencadear a luta armada de libertação nacional, iniciada oficialmente a 25 de Setembro de 1964.

Com o início da luta armada, Munguambe assumiu outras responsabilidades de relevo no seio da organização, entre as quais as funções de secretário do Presidente da FRELIMO e secretário-adjunto para as Relações Exteriores.

No âmbito das suas funções diplomáticas, chefiou diversas delegações a países considerados aliados do movimento de libertação, incluindo a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, República Popular da China, República Socialista da Checoslováquia e República Socialista da Mongólia.

Segundo a FRELIMO, a sua personalidade descrita como humilde, discreta e de fácil relacionamento contribuiu para a mobilização de apoio e solidariedade internacional à causa da libertação de Moçambique.

Após a independência nacional, João Munguambe assumiu funções de direcção no Ministério das Obras Públicas e Habitação, onde esteve ligado ao processo de nacionalização dos prédios de rendimento e à organização da administração do Parque Imobiliário do Estado (PIE).

Em 1988, foi transferido para o Ministério dos Bancos Estrangeiros, onde desempenhou funções consideradas estratégicas para a consolidação da soberania económica do país, até à sua reforma, em 1992.

Munguambe participou igualmente em reuniões magnas da FRELIMO desde o III Congresso, contribuindo para a definição de directrizes económicas e sociais destinadas à orientação das políticas de desenvolvimento nacional.

Foi ainda deputado da Assembleia da República durante a I Legislatura.

No acto de homenagem, a FRELIMO descreveu João Munguambe como um nacionalista que não procurava protagonismo ou visibilidade, apesar das responsabilidades que assumiu ao longo da luta de libertação e da construção do Estado moçambicano.

A organização considera que a sua trajectória representa o contributo de uma geração de nacionalistas para a construção da nação moçambicana, marcada pelo sacrifício e pela dedicação à causa da independência.

Para as novas gerações, João Munguambe é apresentado como exemplo de servidor público, patriota e cidadão dedicado à causa do povo e da nação.

No momento de despedida, a FRELIMO manifestou solidariedade à família Munguambe e apelou à preservação dos ideais pelos quais o antigo combatente dedicou a sua vida, nomeadamente a liberdade, fraternidade, independência, soberania e dignidade.

A organização defendeu ainda que a vida e obra de João Munguambe devem servir de inspiração para enfrentar os actuais desafios do país e construir um Moçambique de paz, prosperidade, inclusão, justiça e desenvolvimento partilhado.

 

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