Ministros da UE condenam interferência estrangeira na crise migratória de Ceuta – O País
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Ministros da UE condenam interferência estrangeira na crise migratória de Ceuta – O País

Os ministros do Interior da União Europeia (UE) condenaram alegados casos de “interferência informativa” estrangeira relacionados com a divulgação de imagens durante a recente crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no Norte de África.

A posição foi manifestada na terça-feira, durante uma reunião informal dos ministros do Interior dos 27 Estados-membros, convocada na sequência da chegada de dezenas de milhares de migrantes a Ceuta na semana passada.

No final do encontro, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que não existem divergências entre os Estados-membros quanto à necessidade de apoiar Espanha na gestão da crise. Segundo o governante, todos os países da UE manifestaram solidariedade para com Madrid.

Nunez acusou ainda alguns Estados estrangeiros de utilizarem imagens da crise migratória para criticar a política de gestão das migrações da União Europeia e tentar “semear a divisão” entre os Estados-membros.

Os ministros europeus terão igualmente elogiado a actuação do Governo espanhol durante a crise, bem como a cooperação estabelecida com Marrocos para conter o fluxo migratório.

A França anunciou, entretanto, o reforço dos controlos ao longo da sua fronteira com Espanha, na sequência da chegada maciça de migrantes à região.

Por seu turno, o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, garantiu que a crise migratória em Ceuta não colocou em causa o espaço Schengen, que permite a livre circulação de pessoas entre vários países europeus.

O governante explicou que permanecem em vigor controlos de passaportes entre Ceuta e a Espanha continental, acrescentando que a maioria dos migrantes que chegaram ao enclave já foi devolvida a Marrocos.

Estima-se que entre 50 mil e 60 mil migrantes tenham chegado a Ceuta na quinta e sexta-feira da semana passada, desencadeando uma crise humanitária e reacendendo o debate sobre as políticas migratórias da União Europeia.

Segundo as autoridades espanholas e marroquinas, mais de 80 pessoas morreram durante a crise. Entre as vítimas estão migrantes que se afogaram ou morreram na sequência de uma debandada enquanto tentavam atravessar um quebra-mar na fronteira.

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