“MAZA IA”: uma plataforma digital de apoio a aprendizagem – Jornal Domingo
Moçambique passa a contar com uma plataforma digital de apoio à aprendizagem, denominada “Maza IA”, desenvolvida para apoiar os estudantes a resolver actividades escolares com base no currículo nacional.
Falando hoje, em Maputo, no lançamento da plataforma, Isaías Felipe, director-geral da MozEduca, explicou que a iniciativa surge da necessidade de adaptar a tecnologia às realidades locais, sobretudo no sector da educação, tendo em conta as dificuldades de acesso a materiais de estudo e a recursos de apoio à aprendizagem.
Referiu ainda que a solução integra igualmente uma funcionalidade de voz, concebida para facilitar o acesso aos conteúdos por pessoas que enfrentam dificuldades na utilização de ferramentas digitais baseadas em texto.
A solução que resulta de uma iniciativa da MozEduca, em parceria com a Vodacom, contempla a língua portuguesa, Changana, Macua e Sena.
Explicou também que o lançamento do Maza resulta da necessidade de acompanhar os avanços tecnológicos e desenvolver soluções adaptadas às necessidades dos estudantes moçambicanos.
“Uma das principais características do assistente digital é a sua capacidade de responder às necessidades do currículo nacional e de integrar línguas usadas no país, aspectos que nem sempre são contemplados pelas plataformas globais”.
Refira-se que, para além da Maza, a organização desenvolveu outras duas plataformas, nomeadamente, Moz Educa, em 2020, e Bukar, em 2022, onde o estudante pode preparar-se, inclusive praticar exercícios académicos.
Por sua vez, o ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, congratulou a iniciativa levada a cabo por jovens, e considerou que a plataforma apresenta-se como uma ferramenta de apoio aos estudantes e docentes, com enfoque nos jovens do ensino secundário e do ensino superior.
O governante acrescentou que o seu propósito de facilitar o acesso ao conhecimento e apoiar a aprendizagem complementa os esforços do Governo na educação e na inclusão digital.
“Uma solução digital ganha valor quando pode ser utilizada por mais pessoas. Por isso, encorajamos os promotores a trabalharem para um acesso progressivamente mais amplo e acessível, tendo em atenção os estudantes com menores recursos e as zonas com dificuldades de conectividade”.
Ademais, precisou que a inteligência artificial deve apoiar o professor, e não substituir a sua responsabilidade pedagógica. Deve ajudar o estudante a compreender e a pensar, e não dispensá-lo do esforço de aprender.
“A qualidade das respostas, a adequação aos programas de ensino e a protecção dos dados dos utilizadores devem acompanhar o desenvolvimento destas ferramentas”, finalizou.