Custo de vida agrava-se em Abril – O País
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Custo de vida agrava-se em Abril – O País

O custo de vida voltou a aumentar no País, durante o mês de Abril último, com os preços de bens e serviços a registarem uma subida de 4,41%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

O aumento, impulsionado sobretudo pelos produtos alimentares e vestuário, continua a pressionar o orçamento das famílias moçambicanas, numa altura em que o poder de compra enfrenta crescentes desafios.

Na prática, os dados significam que uma cesta básica avaliada em cerca de 8 mil meticais, em Abril do ano passado, passou a custar, aproximadamente, 8352 meticais no mesmo período deste ano, reflectindo um aumento de 352 meticais. 

“As divisões de alimentação e bebidas não-alcoólicas e de vestuário e calçado foram as que tiveram maior aumento de preços, ao variarem com cerca de 10,24% e 5,23%, respectivamente”, refere o comunicado do INE.

A pressão inflacionária foi mais intensa em algumas regiões do País. A cidade de Tete liderou a lista dos centros urbanos com maior agravamento do custo de vida, ao registar um aumento de preços de 8,92%.

Xai-Xai também se destacou, com aumento de 7,48%, e Chimoio, com 6,48%. Quelimane apresentou uma subida generalizada de 4,40%, enquanto Maxixe e Inhambane registaram 4,23%.

A cidade da Beira teve um agravamento de 4,08%, Nampula 3,34% e Maputo 2,35%, tornando-se a cidade com menor variação homóloga entre os principais centros de recolha analisados pela autoridade estatística.

Numa análise mensal, de Março para Abril deste ano, o País registou um aumento geral de preços de 0,63%, isto é, a inflação passou de 3,37% para 4,41%, respectivamente, impulsionado principalmente pela divisão de alimentação e bebidas não-alcoólicas, responsável por cerca de 0,56 pontos percentuais positivos. Entre os produtos que mais contribuíram para o agravamento dos preços destacam-se o tomate, cujo preço subiu 13,8%, a couve, com 29,4%, a cebola, 21,3%, o peixe fresco, 5,9%, a alface, 23%, e o repolho, 22,7%. O INE acrescenta ainda que o preço das motorizadas aumentou 3%, pressionando igualmente os custos de mobilidade.

Além disso, a pressão sobre os combustíveis e logística continua a influenciar o custo final dos produtos comercializados nos mercados nacionais.

Apesar da tendência de subida, alguns produtos registaram redução de preços durante o período em análise. O milho em grão baixou 11,6%, o feijão manteiga caiu 4,8%, enquanto o cimento reduziu 1,4%. O preço do peixe seco teve uma diminuição de 1,2%, do camarão fresco baixou 9,7%, do pepino caiu 34,8% e do coco reduziu 4,1%, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística.

O relatório do INE indica ainda que, de Janeiro a Abril, o País acumulou uma inflação de 2,80%, influenciada sobretudo pelas divisões de alimentação e bebidas não-alcoólicas e de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis.

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