Banco central recupera de prejuízo e regista lucro de 9,4 mil milhões de meticais no primeiro semestre – O País
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Banco central recupera de prejuízo e regista lucro de 9,4 mil milhões de meticais no primeiro semestre – O País

O Banco de Moçambique saiu de um prejuízo de 15,9 mil milhões de meticais no primeiro semestre de 2025 para um lucro de 9,4 mil milhões de meticais no mesmo período de 2026. A recuperação financeira ocorreu apesar da manutenção de custos operacionais elevados, segundo o relatório de contas intercalares da instituição.

Depois de encerrar o primeiro semestre de 2025 com um resultado negativo de cerca de 15,9 mil milhões de meticais, o Banco de Moçambique inverteu o desempenho financeiro e alcançou um lucro líquido de aproximadamente 9,4 mil milhões de meticais no igual período de 2026. A recuperação representa uma diferença superior a 25 mil milhões de meticais.

Segundo o relatório de contas intercalares publicado esta segunda-feira, o desempenho positivo foi impulsionado pelo aumento dos rendimentos totais, sobretudo provenientes das operações em moeda estrangeira, aplicações financeiras e juros, permitindo ao banco central regressar aos lucros após um período de perdas financeiras.

Apesar da recuperação, a instituição manteve uma estrutura de custos elevada. As despesas operacionais ultrapassaram os 11,9 mil milhões de meticais no primeiro semestre, com destaque para os encargos com pessoal, que atingiram 8,5 mil milhões de meticais, contra 4,8 mil milhões de meticais no período homólogo de 2025.

No relatório de auditoria, o auditor alerta para a responsabilidade financeira do Estado perante o Banco de Moçambique, cuja declaração formal continua pendente.

Os saldos devedores das flutuações cambiais devem ser reconhecidos pelo Estado Moçambicano, mediante emissão de títulos de dívida pública a favor do Banco. Contudo, o Estado Moçambicano não assume estas responsabilidades desde 2005. Adicionalmente, subsistem limitações na validação da rubrica de flutuação de valores em moeda estrangeira devido à incapacidade do sistema contabilístico em extrair o mapa de reavaliação cambial por moeda.

O Banco de Moçambique refere que continua a adoptar medidas para assegurar a sustentabilidade financeira e garantir o cumprimento das suas funções enquanto autoridade monetária.

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