Angola aprova megaprojecto petrolífero de 5,1 mil milhões de dólares – O País
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Angola aprova megaprojecto petrolífero de 5,1 mil milhões de dólares – O País

O país africano deu mais um passo na consolidação da sua indústria petrolífera com a aprovação do investimento final para o desenvolvimento do projecto Greater PAJ, avaliado em 5,1 mil milhões de dólares. Trata-se de um dos maiores investimentos que deverão ser realizados no sector petrolífero africano e que se espera que reforce a produção de crude do País a partir de 2029.

O projecto será desenvolvido pela Azule Energy, uma empresa formada pela BP e Eni, em parceria com a Sonangol e outras companhias internacionais. Localizado na Bacia do Baixo Congo, em águas ultraprofundas ao largo da costa angolana, o empreendimento reúne cinco campos petrolíferos e aposta numa solução integrada para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

O plano prevê a perfuração de 17 poços, ligados a uma plataforma flutuante de produção, armazenamento e descarga de petróleo (FPSO), com capacidade para produzir até 95 mil barris de petróleo por dia. Além do crude, a infra-estrutura permitirá o aproveitamento de gás natural associado, que será encaminhado para a fábrica Angola LNG, contribuindo para reduzir o desperdício e aumentar o valor económico da produção.

As reservas recuperáveis do projecto estão estimadas em cerca de 252 milhões de barris de petróleo, sendo a entrada em produção comercial prevista para o primeiro semestre de 2029.

Para o governo angolano, este investimento representa um passo importante para travar o declínio natural da produção petrolífera registado nos últimos anos. O país tem vindo a implementar reformas fiscais e regulatórias para atrair novos investimentos internacionais e manter a produção acima de um milhão de barris por dia, numa altura em que vários campos maduros apresentam sinais de esgotamento.

A decisão de avançar com o Greater PAJ surge também num contexto de recuperação do investimento global na indústria petrolífera, impulsionado pela procura crescente de energia e pela necessidade de garantir segurança no abastecimento dos mercados internacionais.

Durante a fase de construção e desenvolvimento, o projecto deverá mobilizar milhares de trabalhadores e envolver empresas locais na prestação de serviços de engenharia, logística, manutenção e apoio técnico, gerando impacto positivo na economia angolana.

A aprovação do investimento reforça igualmente a confiança das grandes petrolíferas internacionais no potencial energético de Angola, que continua a ocupar uma posição de destaque entre os maiores produtores de petróleo de África.

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