Água segura, alimento seguro, o risco que começa antes da cozinha – Jornal Domingo
Por Sousa Gastão*
Num dia quente, comprar uma garrafa de água parece um gesto banal. Escolhe-se a marca, olha-se o preço, confirmase se está fresca e segue-se caminho.
Mas basta ler os rótulos com alguma atenção para perceber que nem todas apresentam-se da mesma forma: água mineral, água de mesa, água purificada, e por vezes destilada. Para o consumidor, a diferença pode parecer apenas uma estratégia comercial. Não é.
Em Moçambique, o Decreto n.º 39/2006 regula a qualidade das águas engarrafadas destinadas ao consumo humano e distingue diferentes categorias segundo a origem e o tratamento. A água mineral, por exemplo, tem origem subterrânea e composição mineral relativamente constante. Já a água purificada pode resultar de processos como destilação, deionização ou osmose reversa. Ou seja, “destilada” descreve um processo de tratamento, não é sinónimo de água mineral nem significa, por si só, que uma água seja “melhor.” Leia mais…