ISCTEM investiga caso de agressão entre alunos – O País
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ISCTEM investiga caso de agressão entre alunos – O País

Um aluno da Escola Secundária do ISCTEM agrediu fisicamente o colega, dentro da sala de aulas, na cidade de Maputo. Ainda são desconhecidos o motivo da violência. O ISCTEM está a averiguar o caso.

Imagens que circulam nas redes sociais e mostram mais um caso de violência entre alunos no recinto escolar, chocaram o país. O referido vídeo denuncia um adolescente que agride o colega com duas fortes bofetadas. O caso aconteceu na presença de outros estudantes, que assistiram o episódio sem acudir, além de filmar. 

Um outro vídeo dos mesmos alunos está a viralizar nas redes sociais, a suceder o primeiro, mas neste segundo a vítima que sofreu bofetadas  é que dá um carolho ao seu suposto agressor, à saída da escola.

“O País” aproximou-se à escola para entender os contornos do caso, entretanto a chegada constatou que a segurança foi reforçada para impedir o acesso ao recinto escolar, além de que os alunos foram instruídos a não falar com  a imprensa.

A direcção da Escola Secundária do ISCTEM emitiu um comunicado, nesta quarta-feira, no qual anuncia o início da investigação interna do caso.

“Foi constituída uma Comissão de Averiguação, incumbida de apurar as circunstâncias em que a ocorrência teve lugar, ouvir os intervenientes e outras pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos factos.”, lê-se no comunicado. 

A comissão de averiguação deverá igualmente “analisar os elementos relevantes para a determinação de eventuais responsabilidades, assegurando que o processo seja conduzido com responsabilidade, imparcialidade e respeito pelos procedimentos aplicáveis.”

Com mais de 20 anos de carreira, o psicólogo Camilo Ussene, professor universitário,  alerta para a necessidade de medidas pedagógicas para o bem dos próprios alunos. Sobre o consumo de álcool por menores nas escolas, Ussene aponta problemas nas famílias e educação das crianças.

Até ontem (quinta-feira),  o caso de agressão no ISCTEM ainda não havia sido apresentado à Polícia da República de Moçambique (PRM).

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