UEM inaugura nova central de dados – O País
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UEM inaugura nova central de dados – O País

A universidade Eduardo Mondlane inaugurou ontem um novo centro de dados que vai reforçar a interoperabilidade, conectividade de sistemas de gestão e investigação. O ministro da transformação digital desafiou a UEM a reforçar a formação em cibersegurança e processamento automatizado de dados.

Não é o primeiro centro de dados da mais antiga universidade do país, mas a nova unidade, ampliada e modernizada, além de preservar o património digital da UEM, responde a exigência do mundo cada vez mais digital.

“Passamos de uma sala adaptada ao longo dos anos para uma instalação concebida de raiz como um centro de dados, com climatização de precisão, monitoria ambiental integrada, mecanismos reforçados de segurança, sistemas redundantes e capacidade de expansão. A integração da energia solar como fonte prioritária constitui igualmente uma inovação relevante, conciliando modernização tecnológica, eficiência estratégica e responsabilidade ambiental, fazendo jus à nossa agenda de transferência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na nossa instituição”, explica o reitor da UEM, Manuel Guilherme Jr.

Para o reitor desta instituição, o investimento está directamente alinhado com o Plano Estratégico da OIM 2018-2028, cujo propósito central é transformar a OIM numa Universidade de Investigação. 

O avanço, segundo o reitor, responde a uma altura em que a universidade prepara-se para adotar novas diretrizes de uso de inteligência artificial.

“Em paralelo a estes desenvolvimentos tecnológicos, na nossa Universidade, encontra-se um processo de apreciação para aprovação às directrizes para a utilização da inteligência artificial na OIM. Este instrumento deverá orientar uma adopção responsável, ética, segura e pedagogicamente adequada da inteligência artificial no ensino, na investigação, na gestão e na extensão.”, anota.

A inauguração foi testemunhada por reitores de várias instituições de ensino superior, os quais,  o ministro da transformação digital desafiou, Américo Muchanga, desafiou a reforçar a formação de técnicos de cibersegurança.

“Nenhum país pode se desenvolver sem inovação e não há inovação sem Universidades. As Universidades são elas que moldam a juventude, quero por isso solicitar que as Universidades continuem a liderar este processo de formação dos homens, sobretudo em áreas como cibersegurança, inteligência artificial, porque à medida que vamos colocando mais serviços na sociedade, também é preciso criar confiança e esta confiança só é criada se podemos proteger a informação que está lá”.desafiou o governante.

Américo Muchanga entende ainda que “podemos proteger os utilizadores e podemos assegurar que o nosso país está protegido contra ataques que podem ser perpetrados a partir do exterior ou a partir mesmo de dentro, mas de pessoas que querem, digamos, não só roubar informação como afectar o funcionamento dos nossos serviços.”, adverte.  

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